Património Religioso na Freguesia do Beco (parte 2):

Património Religioso 1

    Capela de São Pedro

    Templo Arruinado de Localização Desconhecida

    A capelinha de São Pedro, do lugar da Rebalvia, que primeiramente teve instituidor mas que depois passou para o povo, é citada pela Corografia Portugueza do padre António Carvalho da Costa, assim como pelas Notícias do Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro.

    Crédito do texto: FerreiraDigital

      Património Religioso 2

        Capela de Nossa Senhora da Esperança

        Templo Arruinado com Localização Desconhecida

        De acordo com as Notícias do Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro, de 1726, a capela de Nossa Senhora da Esperança, que então era do povo, havia sido instituída por Frei António Gonçalves, antigo vigário da igreja paroquial de Maçãs de Caminho.

        Mais tarde, em 1758, as Memórias Paroquiais revelam que, por essa altura, a referida capelinha pertencia aos herdeiros de Manuel Fernandes, da Vila de Maçãs de Caminho.

        Crédito do texto: FerreiraDigital

          Património Religioso 3

            Capela de São Francisco

            Templo Arruinado

            A capela de São Francisco da Madroeira localiza-se numa zona rural, perto de terras de aproveitamento agrícola. As paredes do pequeno templo, reconstruído aproximadamente no ano de 1723, encontram-se hoje arruínadas e cobertas pela vegetação.

            De acordo com as Notícias do Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro, de 1726, a capela de São Francisco havia sido trasladada («havera 3 annos») de um monte próximo da Madroeira e reedificada no povoado pelo padre Manuel Ferreira com a ajuda do povo. Por sua vez, um documento de 1672 refere que o templo original já havia sido erigido à custa das ruínas do mosteiro de São Francisco, cuja respectiva fundação se principiara no alto da Serra de S. Paulo, junto à hoje extinta capela de S. Paulo.

            Pelo que foi possível averiguar das ruínas reminescentes do templo de São Francisco, este tratar-se-ia de um pequeno edifício de planta ligeiramente quadrangular e de pé direito pouco elevado. A porta de entrada, de cantaria grosseiramente aplicada, conserva, do lado esquerdo, uma pequena janela quadrada.

            Crédito de texto e foto: FerreiraDigital

              Património Religioso 4

                Capela de São Sebastião

                Templo Arruinado

                Embora ainda se conserve a estrutura da capelinha de São Sebastião do Beco, à muito que esta deixou de cumprir a sua função cultual. Anexado a um residência particular e desvirtuado pela intempéride, o pequeno templo foi convertido em armazém, não deixando adivinhar o propósito com que, originalmente, foi erigido.

                A capelinha de Sebastião, que pertencia ao povo, é citada pela Corografia Portugueza do padre António Carvalho da Costa. Segundo António Baião, e de acordo com um tombo de 16 de Novembro de 1712 existente no arquivo paroquial do Beco, este templo teria sido construído à custa do povo para o anteparo dos crentes contra o terrível flagelo da peste.

                O Inventário Artístico de Portugal refere que o primitivo orago desta capela se conserva na igreja paroquial do Beco: trata-se de uma escultura de pedra de São Sebastião, datada do século XV ou XVI, com 0.715m de altura.

                Crédito de texto e foto: FerreiraDigital

                  Património Religioso 5

                    Capela de Santa Catarina

                    Templo Arruinado de Localização Desconhecida

                    De acordo com as fontes consultadas, a primitiva capela de Santa Catarina localizava-se no adro da igreja paroquial do Beco. Contudo, as modificações operadas neste local ao longo dos tempos, fizeram com que não chegassem aos dias de hoje quaisquer vestígios desse templo.

                    Segundo as Notícias do Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro, de 1726, a capela de Santa Catarina havia sido instituída e construída por testamento datado de 24 de Junho de 1541. Foram seus instituidores Afonso Fernandes e Margarida Dias e, em 1726, a capela era administrada pelo Desembargador Baltazar Mendes Bernardes, de Lisboa. Porém, já em 1758, a administração do referido templo se encontrava nas mãos de Manuel do Ramalhal, da Freguesia de São Pedro do Rego da Murta.

                    Crédito do texto: FerreiraDigital

                      Património Religioso 6

                        Capela de Santo Amaro

                        Templo Arruinado de Localização Desconhecida

                        De acordo com as Notícias do Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro, de 1726, a capela de Santo Amaro, do lugar do Alqueidão de Santo Amaro, havia sido instituída por José Rodrigues e sua mulher, Margarida Rodrigues, moradores do mesmo lugar. O orago era uma «imagem milagroza e de comunsam de gente».

                        O Inventário Artístico de Portugal refere que o primitivo orago desta capela se conserva na igreja paroquial do Beco: trata-se de uma escultura de pedra do século XVI, com 0.790m de altura, e que anteriormente já teria estado numa capela particular do lugar do Ventoso. Porém, ao visitar a igreja de Santo Aleixo, não foi encontrada a referida peça.

                        Crédito do texto: FerreiraDigital

                          Património Religioso 7

                            Capela de São Geraldo

                            Templo Arruinado com Localização Desconhecida

                            De acordo com as Notícias do Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro, de 1726, a capela de São Geraldo tratava-se de um templo particular, construído no ano de 1657, e que então era administrado por D. Maria Antónia de Alvelos, mulher do Desembargador Manuel Nunes e neta do próprio instituidor da capelinha.

                            No mesmo templo, encontrava-se um letreiro com a seguinte inscrição: «Bemdito e Louvado seja o Santissimo Sacramento e a Imaculada Conceyção da Virgem Nossa Senhora concebida sem macula do Pecado Original. Esta cappella mandou fazer o Licenciado Manoel de Alvelos Ribeiro e sua molher Izabel Monteira deste lugar. Anno Domini 1657».Já em 1758, porém, esta capelinha pertencia a Estevão de Sá e Mendonça, da Vila das Pias.

                            Crédito do texto: FerreiraDigital

                              Património Religioso 8

                                Capela de São Paulo

                                Templo Arruinado de Localização Desconhecida

                                O padre António Carvalho da Costa fala-nos da Serra de São Paulo, antigo reduto mouro onde é tradição existir um castelo e muitas riquezas esquecidas após a tomada cristã destas terras: «Entre a Serra de S. Paulo & a do monte Minhoto me ficou o meu bem todo». Aqui teria igualmente existido uma capela, de invocação a São Paulo, mandada erigir pelo capitão cristão na sequência da vitória sobre os Infiéis.

                                De acordo com um manuscrito de 1672 alusivo à Comenda de Dornes, nessa época ainda eram visíveis, no alto da Serra de S. Paulo, as ruínas da referida ermida, com seu portal em cantaria de arco e sua tribuna, que na parede se veem buracos de grade de ferro, segundo mostram os buracos.

                                Crédito do texto: FerreiraDigital

                                  Património Religioso 9

                                    Capela de Santo António

                                    Templo Arruinado

                                    Apenas chegaram aos dias de hoje as fundações da primitiva capela de Santo António de Ribelas. O local onde outrora se erguia o referido templo hoje foi dominado pelo eucaliptal e no lugar da extinta povoação apenas se mantêm uma ou outra habitação disperssas. Não obstante, junto das fundações da capelinha, ainda é possível encontrar alguns vestígios de telha vã e de argamassa de revestimento dos muros. Foi igualmente encontrado no local um fragmento de azulejo mudéjar de corda seca.

                                    O padre António Carvalho da Costa fala-nos do lugar antigo de Ribelas, «que teve duzentos & cincoenta vizinhos & ha menos de 50 annos que tinha trinta & cinco & hoje tem só nove. Foy causa desta diminuição o solitario de seu sitio, que he em hum valle muy sombrio & assim a mayor parte de seus habitantes povoàram o lugar do Beco & outros lugares em que acharão melhores commodidades para passar a vida».

                                    A pequena ermida, de invocação a Santo António, a qual, segundo António Baião, havia sido instituída no ano de 1535 por Lançarote Gonçalves e sua mulher Margarida Vaz, do mesmo lugar. Foi seu primeiro administrador Antão Heitor, casado com Violante Vaz, filha dos instituidores, a quem sucedeu Paulo Heitor de Sousa, filho ilustre da Freguesia do Beco. O padre António Carvalho da Costa refere na sua Corografia Portugueza (1712) que, por essa altura, o referido templo era administrado por Jorge de Vasconcelos Sousa Cotrim e pelo padre Leonardo Camelo de Carvalho, ambos do lugar do Beco.

                                    Crédito do texto: FerreiraDigital

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